Hospital usa pele de rã para tratar queimaduras

novembro 22, 2007 at 6:26 pm (Uncategorized)

O Hospital Especializado Ribeirão Preto realizou nesta quinta-feira um procedimento cirúrgico utilizando pele de rãs para o tratamento de queimaduras. A entidade recebeu a doação de peles de 150 rãs (medindo entre 15 e 18 cm por 8 a 10 cm) para curativos biológicos do Instituto Nelson Piccolo, de Goiânia. A técnica de utilização de peles de rãs para essa finalidade não é popularizada no Brasil, mas existe há cerca de três anos. É utilizada em queimaduras de segundo e terceiro grau.

Segundo Salomão Chade Assan Zatiti, um dos integrantes da equipe médica responsável pelo procedimento, a intervenção é feita a partir da retirada do tecido necrosado da paciente (para evitar infecções) e, em seguida, é feito o enxerto heterólogo, isto é, da pele estranha ao paciente. A pele de rã, além de mais barata, ajuda na proteção do corpo. “A perda da proteção natural da pele gera complicações, como a perda de líquido e de eletrólitos (sais)”, diz Zatiti.

A paciente que passou pela cirurgia é Jéssica Maximiano Zucchermaglio, de 18 anos, de Guatapará, que teve queimaduras de terceiro grau no tórax e nos braços. A suspeita é que a mãe tenha jogado álcool e ateado fogo a seu corpo, na madrugada do dia 16, o que está sendo investigado pela polícia.

Segundo Zatiti, os curativos serão trocados a cada dois ou três dias, até que a paciente esteja pronta para o enxerto definitivo – o autólogo, com uso da pele da própria Jéssica, que deverá ser extraída das pernas. Serão necessárias de seis a dez trocas, ou seja, de 12 a 20 dias, para que Jéssica possa ser submetida à etapa final do procedimento.

A técnica com o uso da pele de rãs permite uma cicatrização mais rápida, devido a uma substância encontrada na espécie Rana catesbiana Shaw. Essa pele alivia a dor e permite uma maior movimentação dos membros do paciente.

Fonte: http://www.estadao.com.br

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Boca-a-boca não ajudaria em ataques cardíacos?!

novembro 22, 2007 at 5:40 pm (Uncategorized)

As chances de se sobreviver a um ataque cardíaco fora de um hospital dobram se alguém próximo fizer exclusivamente compressões torácicas, deixando de lado a respiração boca-a-boca, amplamente considerada um procedimento de socorro padrão, revela um estudo que será publicado nesta sexta-feira.

Segundo o estudo, publicado na revista científica britânica The Lancet, há algo errado com este senso comum de primeiros socorros, que na verdade faz mais mal do que bem. “Não há evidências de qualquer benefício na respiração boca-a-boca”, escreve Ken Nagao, médico do hospital universitário Nihon, em Tóquio, que conduziu o estudo que acompanhou mais de 4 mil casos de paradas cardíacas na região japonesa de Kanto.

As chances de sobrevivência com um “resultado neurológico favorável” são duas vezes maiores quando o socorrista evita o boca-a-boca e se concentra exclusivamente em tentar reanimar o coração por meio de compressões torácicas ritmadas. “As descobertas deveriam levar a uma revisão provisória rápida das diretrizes para (se socorrer) uma parada cardíaca fora do hospital”, adverte em um comentário Gordon Ewy, diretor do Centro Cardíaco Sarver, da Universidade do Arizona.

O propósito de soprar ar para os pulmões de uma vítima de ataque cardíaco é oxigenar o sangue, enquanto a massagem cardíaca tenta fazer o coração voltar a bater ou restabelecer seus batimentos regulares. Mas esta inédita comparação em larga escala das taxas de sobrevivência de pacientes vítimas de parada cardíaca contesta a técnica padrão de ressuscitação cardíaca, ensinada a milhões de pessoas ao redor do mundo, acrescenta Ewy.

“Descobrimos que a taxa de sobrevivência é maior até mesmo quando o sangue tem menos oxigênio, mas é estimulado a se mover pelo corpo por meio de contínuas compressões torácicas”, reforça. Dos 4.068 adultos examinados que tiveram ataque cardíaco na frente de estranhos, 439 receberam ressuscitação cardíaca e 712, ressuscitação com respiração boca-a-boca. Mas 2.917 – mais de 70% – foram deixados à própria sorte.

“Estudos demonstram que, devido ao fato de as diretrizes usuais de ressuscitação exigirem a ventilação boca-a-boca, a maioria das pessoas não se sentiria capaz de efetuá-la em um estranho, em parte por medo de contrair doenças”, explica Ewylifegurad_mouth_to_mouth_32.jpg

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A importância dos primeiros socorros

novembro 20, 2007 at 10:50 pm (Uncategorized)

A grande maioria dos acidentes poderia ser evitada, porém, quando eles ocorrem, alguns conhecimentos simples podem diminuir o sofrimento, evitar complicações futuras e até mesmo salvar vidas.

O fundamental é saber que, em situações de emergência, deve se manter a calma e ter em mente que a prestação de primeiros socorros não exclui a importância de um médico. Além disso, certifique-se de que há condições seguras o bastante para a prestação do socorro sem riscos para você. Não se esqueça que um atendimento de emergência mal feito pode comprometer ainda mais a saúde da vítima.

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